O Faraó Português

Palacio Nacional de Queluz
Sua Majestade Fidelíssima, João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, nascido no Palácio da Ribeira em Lisboa a 22 de Outubro de 1689, ganhou o título de “Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia” (etc.) a 1 de Janeiro de 1707.

Este 24º Rei de Portugal, que ficou para a história como D. João V, “O Magnânimo” ou “O Rei-Sol Português”, ou “O Faraó Português”, em virtude da ostentação e da construção de monumentos magnânimos que ocorreram no seu reinado, foi também apontado como “O Mulherengo”, ou “O Freirático”, devido à sua conhecida apetência sexual por freiras (algumas, inclusive, deram-lhe vários filhos).

Mas, antes de falarmos do Homem, vamos falar sobre o Rei.

Segundo alguns, D. João V "era senhor de uma vasta cultura, falava diversos idiomas, conhecia os autores clássicos e contemporâneos, tinha boa cultura literária e científica e amava a música".

Casou-se em julho de 1708 com Maria Ana Josefa, arquiduquesa da Áustria, 6 anos mais velha que o Rei, donzela que quando chegou a Portugal, trouxe - na opinião de alguns - os “seus jesuítas, seus cães, e a sua feiura”.

Passados dois anos sem filhos, o Rei fez um pedido a Santo Antônio – e logo em 1711, começariam a nascer os cinco filhos “legítimos”. Pela “Graça” concedida, o Rei mandou construir o Convento de Mafra, edificação que se tornaria num dos maiores ícones do seu reinado. Foi também no seu reinado que a Santa Sé atribuiu à Lisboa a dignidade de Patriarcado, a par de Roma e de Veneza, tornando-se assim o arcebispo lisboeta D. Tomás de Almeida, um dos três Patriarcas do Ocidente.

A principal preocupação deste monarca foi o Brasil. Nesta colônia, ampliou os quadros administrativos, militares e técnicos, reformou os impostos e ampliou a cultura do açúcar.

É já no fim do seu reinado que, Alexandre de Gusmão, nascido em Santos, no Brasil, subiu ao poder em Lisboa, e à quem ficou a dever-se o Tratado de Madrid, tratado esse que conseguiu para Portugal o reconhecimento europeu da nova realidade das fronteiras do Brasil, em detrimento das que figuravam no Tratado de Tordesilhas. Na sua essência, com este tratado ficou restabelecido o princípio do equilíbrio geográfico, ficando para Portugal a bacia fluvial do Amazonas, e à Espanha, a do Rio da Prata.

A cidade de São João del-Rei, no Estado de Minas Gerais, no Brasil, tem este nome em homenagem a D. João V, aquando da sua elevação à categoria de Vila em 1713.

É durante o seu reinado que a produção de ouro no Brasil alcançou o seu apogeu: 14 toneladas, em média entre 1735-1739, tornando Portugal à época, no país mais rico do mundo. Apesar desta prosperidade aparente, o ouro que fora obtido no Brasil, não foi empregue para criar um estado próspero.

As doações deste monarca foram extraordinárias: nos últimos anos da sua vida mandou rezar para cima de 700.000 missas; por uma imagem de prata dourada benzida pelo papa, deu 120.000 cruzados (moeda da época); em indulgências e canonizações enviou para Roma perto de 1,38 milhões de cruzados; na missão que foi a Roma assistir a um conclave gastou-se para cima de dois milhões de cruzados; ao Cardeal “Oddi” deu-lhe uma caixa de brilhantes no valor de 20.000 cruzados, etc..

Como governante, D. João V foi considerado o pior monarca que Portugal alguma vez teve. O seu esbanjamento trouxe sérias consequências para o futuro de Portugal nos 200 anos seguintes. O resultado desta gestão danosa, somada à destruição motivada pelo terramoto de 1755, bem como à delapidação dos recursos desencadeada pelas invasões francesas e pelos “amigos” Ingleses, motivaram muita fome, muitas mortes (por exemplo, em apenas uma década, morreu – ou foi morta - 25% da população de Portugal continental), super tributação, e consequentemente, revoltas e a Independência do Brasil.

Também ficou para a história, como o Rei mais famoso pelas suas relações extraconjugais.

O primeiro filho bastardo que se conhece, era filho da sua primeira namorada – o namoro começou quando o Rei tinha 15 anos - D. Filipa de Noronha, irmã do Marquês de Cascais, e nasceu já após o casamento do Rei com a Rainha D. Maria Ana de Áustria.

O Rei também se envolveu com uma freira francesa, que deu à luz D. António, e de outra religiosa portuguesa, mãe de D. Gaspar, que chegou a ser arcebispo de Braga. O Rei reconheceu estes seus três filhos ilegítimos numa declaração assinada em 1742.

Envolveu-se com uma cigana - Margarida do Monte – que posteriormente a enviou para um convento, para que ela deixasse de receber outros amantes.

Marcante foi ainda D. Luísa Clara de Portugal, uma loira casada e já com três filhos que, o Monarca terá conquistado com este piropo:
Flor da murta,
raminho de freixo;
deixar de amar-te
é que eu não deixo!

Mas, de todas as suas amadas, a mais famosa foi, sem dúvida, a jovem morena, Madre Paula Silva, freira do Convento de Odivelas, para quem D. João V mandou construir aposentos sumptuosos, com tetos em talha dourada, camas de dossel forradas com lâmina de prata e rodeadas de veludos vermelhos e dourados, jarros de urinar de prata, e onde era servida por nove criadas. Mas apesar da relação ter durado 10 anos, o Rei só podia ter relações com a freira quando o médico do paço o autorizava.

A última amante conhecida, foi a atriz italiana Petronilla Basilii, numa altura em que o Rei tinha já “uma idade avançada”, e talvez por tal motivo, pedia a um amigo que lhe trouxesse afrodisíacos dos boticários de Lisboa.

Algum tempo antes da sua morte, quando D. João V já estava dominado pela doença, a sua esposa – a Rainha D. Maria Ana – assumiu pela 2ª vez a regência do reino. Esta intervenção, teve uma influência enorme no reinado seguinte, seja no campo político, econômico e religioso, e também porque, durante este período, ela aproximou Sebastião José de Carvalho e Melo (o futuro Marquês do Pombal) das esferas do poder.

O Rei faleceu a 31 de Julho de 1750. Jaz no Panteão dos Braganças, ao lado da esposa, no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

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