A Cidade do Amor Intenso

Museu Regional de Beja
Beja, Cidade natal da minha família paterna, é um dos poucos locais no mundo onde a transição do espaço urbano para o espaço agrícola que a envolve, é feita de uma forma muito natural.

Localizada no interior da região Alentejana, os seus habitantes comungam da mesma fama que os seus congêneres baianos: pessoas que saboreiam a vida de uma forma muito descontraída, sempre atentos ao que os rodeia, e privilegiados na intensidade dos seus sentidos.

Talvez graças à sua forma de estar, a cidade já deu ao mundo pessoas muito ilustres, tais como o Rei D. Manuel I (o tal das descobertas, do Jerónimos, da Torre de Belém, o que Mandou Pedro Alvares Cabral ao Brasil) o Rei Poeta Al-Mutamid (último Rei da dinastia dos Abádidas que governaram o Reino de Sevilha no século XI e, também, um dos poetas mais importantes do Al-Andalus), a freira Sóror Mariana Alcoforado, e muitos outros.
A lenda da criação da Cidade conta que, quando Beja era apenas um pequeno povoado de algumas cabanas, os seus habitantes andavam aterrorizados com uma serpente assassina. Para conseguirem resolver este problema, os moradores deixaram o corpo de um touro envenenado na floresta onde habitava a dita serpente, e com isto, conseguiram matar a serpente. É por causa desta lenda que se encontra um touro representado no Brasão da Cidade.

Apesar de se constatar a presença humana nesta localidade desde a idade do ferro (à cerca de 3.000 anos atrás), a Cidade só foi fundada à cerca de 2.400 anos pelos Cónios (povo Celta), com o nome de “Conistorgis”. Apesar da sua distância, à 2.200 anos atrás, Políbio (geógrafo e historiador grego, famoso pela sua obra “Histórias”) e Ptolomeu (cientista grego de renome, que viveu em Alexandria – Egito) já mencionam esta Cidade nos seus relatos.

Mas, foi quando Júlio César, a pretexto de, naquela localidade, se ter assinado a paz entre Romanos e Lusitanos, mudou-lhe o nome para “Pax Julia”, e transformou-a numa cidade de importância primordial para o funcionamento da grande máquina administrativa romana, atestada, inclusive, pelo fato de por lá, passar uma das principais vias romanas.

Depois da desintegração do Império Romano, é conquistada pelas tribos germânicas. Primeiro, os Alanos, depois os Suevos, e por último, os Visigodos, passando a ser conhecida por “Paca”.

Mais tarde, com a dominação Árabe que ocorre por quase 500 anos, o nome é alterado para “Beja” (existe outra cidade com este mesmo nome, na atual Tunísia). Durante este período, a cidade é referida por muitos autores árabes, não só pela sua importância, mas também pelos belos edifícios que possuía, assim como pelas vias grandes e bem conservadas que a ela levavam.

O clima em Beja (a cidade mais quente em Portugal Continental) é mediterrânico, influenciado pela distância ao litoral. Com Invernos muito secos, nos seus verões é vulgar a temperatura atingir (e mesmo ultrapassar) os 40 graus.

Talvez pelo seu clima, talvez pela descontração da sua gente, ou talvez pela atenção sobre o que os rodeia (ou talvez porque…), Beja viu nascer dois grandes ícones universais do amor:

•    o Príncipe Al-Mutamid (1040-1095), o Rei-poeta que ficou célebre por dedicar muitas das suas obras ao Amor, seja o que sentia por donzelas, seja por rapazes. Este Rei Bejense, depois de ter perdido o seu Reino a favor dos Cristãos, foi desterrado para Marraquexe (Marrocos), onde passaria o resto dos seus dias a dedicar-se à poesia. É de salientar que, ao longo de – quase – mil anos (e ainda nos nossos dias) o seu mausoléu continua a ser local de peregrinação de poetas e populares;

•    a freira Sóror Mariana Alcoforado (1640-1723), autora de cinco cartas de amor dirigidas a um oficial francês que na época serviu em Portugal (Noel Bouton de Chamilly, Conde de Saint-Léger e/ou Marquês de Chamilly), que se tornariam num dos mais famosos clássicos da literatura universal. Talvez por fazer parte de uma poderosa família de Beja, o escândalo alastrou-se muito rapidamente. Chamilly, temeroso das consequências de tal relação, saiu de Portugal, não sem antes a prometer de vir buscá-la. Em vão, esta freira esperou... esperou... e acabou por escrever as referidas cartas, bastante explicitas nos seus sentidos: esperança no início, seguida de incerteza e, por fim, a convicção do abandono. Esses relatos emocionados fizeram vibrar a nobreza de França, habituada ao convencionalismo. Talvez por terem tido origem numa freira, estas cartas despertaram na literatura mundial, o gosto do sabor “amargo e apimentado do pecado e da dor”.

Foi também nesta cidade que a 13 de Maio de 1893, aparecia uma pequena nota publicitária no Jornal “O Bejense“ em que era afirmado que “Luiz da Rocha, doceiro, participa que se acha estabelecido com conservaria na Rua do Captivo nº35, onde tem um bom sortido de doces de diferentes qualidades, preparados com esmero e asseio. Satisfaz qualquer encomenda, que lhe seja dirigida, para fora e para a Cidade, e os preços são cómodos”.

Foi assim que há 120 anos atrás, o meu bisavô Luiz da Rocha - doceiro de profissão – inovou e conseguiu transformar o nome “Luiz da Rocha” numa verdadeira instituição da cidade, e uma referência incontornável da doçaria conventual alentejana.

Este meu bisavô, recuperou algumas receitas dos conventos, adicionou-lhe “inovação, espírito e magia” e com estes ingredientes, adoçou a boca de gerações de Bejenses e de pessoas que, de vários pontos do País (incluindo figuras de destaque portuguesas, onde se inclui alguns Presidentes) vinham provar os seus bolos de “bom gosto”, os “porquinhos de doce”, as queijadas de requeijão, etc... etc...

Mas este espaço, o “Luiz da Rocha” também se transformou num local de convívio, próprio dos clássicos cafés-tertúlia (locais de reunião, de palestras literárias, etc.), onde se discute e debate a vida social, a política, o desporto ou a cultura.

Hoje é comum vermos várias referências a este "Restaurante/Café", inclusive, nas páginas da Revista de bordo da TAP.
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